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27 fevereiro 2009

Aposentados amargam prejuízo de até 67,26%


Estudo mostra diferença entre reajustes do mínimo e dos benefícios em 15 anos

Aposentados 18/02/2009 Por

De 1994, início do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), a 2009, penúltimo ano da gestão Lula, os aposentados e pensionistas da Previdência Social que ganham acima de um salário mínimo amargaram perdas de 67,26% em seus benefícios. O percentual foi calculado pela Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) num levantamento sobre a diferença entre os índices de reajuste do piso nacional e dos segurados, em 15 anos (de 1994 a 2009).

Segundo o presidente da Cobap, Warley Martins, o estudo concluiu que, se o ritmo se mantiver, todos os benefícios do INSS terão benefícios equiparados ao piso num prazo de 12 anos:
- Queremos mostrar esse estudo ao presidente Lula e usá-lo para pressionar o Congresso Nacional a aprovar o Projeto de Lei 01/07m que estabelece a vinculação entre o índice de reajuste do salário mínimo e dos benefícios.

Segundo o estudo, em oito anos de governo FHC, as perdas totalizaram 26,6% - os reajustes do mínimo somam 199,58% e os dos benefícios, 172,98%. No governo Lula, a diferença já é de 40,66 – 90,21 para o mínimo contra 49,82% (INSS).

Na semana passada, o governo anunciou um aumento de 5,92% a 8,3 milhões de segurados que ganham acima do mínimo. A Cobap fará uma paralisação em estradas e grandes centros, em março.

Áurea Freires, de 76 anos, sente na pele a defasagem de sua aposentadoria: - Temos muitos gastos.

Fator Previdenciário

Quem ficou contente com o fim do fator previdenciário, pode voltar a se preocupar com as perdas na hora de se aposentar. Segundo uma proposta apresentada ontem pelo deputado federal governista Pepe Vargas (PT-RS), o redutor dos benefícios deve permanecer.

Só quem atingisse 95 anos na soma de contribuição e idade (85, para mulheres) escaparia do redutor e receberia o benefício integral. O cálculo da aposentadoria seria o mesmo: média dos 80% maiores salários de contribuição desde julho de 1994. Para compensar, seria criado o fator positivo para quem seguisse trabalhando após atingir a soma 95. O benefício seria superior a 100%

Fonte: Jornal Extra – Rio de Janeiro
Federação dos Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro (Faaperj)

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