Os 15 maiores fundos de pensão do País administram mais de R$ 277 bilhões, quase 70% do total movimentado pelas 278 fundações previdenciárias do País. Após sucessivas denúncias de desvio de dinheiro e ingerência política, todas as fundações foram obrigadas, a partir de 2001, a adotar regime paritário, com metade dos diretores indicados pela empresa patrocinadora e metade, pelos participantes do fundo.
Na semana passada, o PMDB viu frustrada sua investida para assumir o comando da Fundação Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. A articulação do ministro peemedebista Edison Lobão, das Minas e Energia, foi barrada na última hora por membros do conselho do fundo, por protestos de funcionários e aposentados e pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos fundos vinculados a empresas privadas, a disputa político-partidária em suas diretorias é praticamente nula. Nos patrocinados por estatais, porém, é quase uma regra. Em algumas campanhas eleitorais dos representantes dos funcionários, as chapas são inclusive identificadas fazendo referência às legendas políticas.
São de estatais os fundos de pensão com os maiores patrimônios. A Previ, do Banco do Brasil, lidera o ranking, com R$ 118,8 bilhões - antes da crise financeira, chegou a acumular mais de R$ 140 bilhões. É um reduto petista, assim como a Petros (Petrobras) e a Funcef (Caixa Econômica Federal), segunda e terceira da lista dos fundos.
Apesar do processo eleitoral, e da gestão paritária, a indicação do presidente e do diretor de investimentos fundo é prerrogativa da patrocinadora. No caso das estatais, há a aprovação da Presidência.
Depois da mudança na legislação, a administração dos fundos ganhou um pouco mais de transparência. Mas, mesmo nas fundações que permanecem fora dos holofotes da política, há divisões partidárias. Na Fapes, do BNDES, a diretoria se divide entre petistas e tucanos.
Intervenção
O Real Grandeza, antes da mudança que se configurou quase como uma intervenção branca, era uma miscelânea partidária, conturbada convivência entre representantes indicados por PT, PTB, PMDB e PP, todos aliados ao governo. O fundo foi literalmente loteado pelos diferentes partidos e teve a presidência entregue ao petista Marcos Antonio Carvalho Gomes, do grupo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ).
O convívio administrativo entre os diretores era extremamente conflituoso. Gomes chegou a afastar um funcionário da diretoria de Investimentos, entregue ao PTB, depois que aplicações causaram prejuízos.
Ganharam notoriedade as aplicações de alto risco feitas em bancos de segunda linha, como BMG, Rural e Santos, algumas com aval do publicitário Marcos Valério e nas quais o Real Grandeza sofreu grandes perdas. No Banco Santos, foi de R$ 1,6 bilhão, sendo que o patrimônio - hoje de R$ 6,3 bilhões - na época não chegava a R$ 5 bilhões.
Na semana passada, o PMDB viu frustrada sua investida para assumir o comando da Fundação Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. A articulação do ministro peemedebista Edison Lobão, das Minas e Energia, foi barrada na última hora por membros do conselho do fundo, por protestos de funcionários e aposentados e pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos fundos vinculados a empresas privadas, a disputa político-partidária em suas diretorias é praticamente nula. Nos patrocinados por estatais, porém, é quase uma regra. Em algumas campanhas eleitorais dos representantes dos funcionários, as chapas são inclusive identificadas fazendo referência às legendas políticas.
São de estatais os fundos de pensão com os maiores patrimônios. A Previ, do Banco do Brasil, lidera o ranking, com R$ 118,8 bilhões - antes da crise financeira, chegou a acumular mais de R$ 140 bilhões. É um reduto petista, assim como a Petros (Petrobras) e a Funcef (Caixa Econômica Federal), segunda e terceira da lista dos fundos.
Apesar do processo eleitoral, e da gestão paritária, a indicação do presidente e do diretor de investimentos fundo é prerrogativa da patrocinadora. No caso das estatais, há a aprovação da Presidência.
Depois da mudança na legislação, a administração dos fundos ganhou um pouco mais de transparência. Mas, mesmo nas fundações que permanecem fora dos holofotes da política, há divisões partidárias. Na Fapes, do BNDES, a diretoria se divide entre petistas e tucanos.
Intervenção
O Real Grandeza, antes da mudança que se configurou quase como uma intervenção branca, era uma miscelânea partidária, conturbada convivência entre representantes indicados por PT, PTB, PMDB e PP, todos aliados ao governo. O fundo foi literalmente loteado pelos diferentes partidos e teve a presidência entregue ao petista Marcos Antonio Carvalho Gomes, do grupo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ).
O convívio administrativo entre os diretores era extremamente conflituoso. Gomes chegou a afastar um funcionário da diretoria de Investimentos, entregue ao PTB, depois que aplicações causaram prejuízos.
Ganharam notoriedade as aplicações de alto risco feitas em bancos de segunda linha, como BMG, Rural e Santos, algumas com aval do publicitário Marcos Valério e nas quais o Real Grandeza sofreu grandes perdas. No Banco Santos, foi de R$ 1,6 bilhão, sendo que o patrimônio - hoje de R$ 6,3 bilhões - na época não chegava a R$ 5 bilhões.
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