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Ter, 18 de Maio de 2010 16:57
Manter a mobilização pelos 7,7% e pelo fim do fator previdenciário
Por Paulo Pereira da Silva (Paulinho)*
O movimento sindical brasileiro e os aposentados alcançaram uma vitória histórica dias atrás quando a Câmara dos Deputados aprovou o projeto do reajuste de 7,71%, a ser aplicado sobre os benefícios superiores a um salário mínimo. O índice foi estabelecido por meio de Emenda de minha autoria.
Ao mesmo tempo, os deputados deram um fim no fator previdenciário, mecanismo que aumenta o tempo de trabalho para a pessoa se aposentar e, além disso, reduz em 40% o valor do benefício.
Nossa expectativa é que o Senado também aprove o projeto e que o presidente Lula leve em conta as eleições deste ano no momento em que se decidir sobre se aprova ou não o aumento dos proventos e o fim do famigerado fato previdenciário.
Tenho certeza que o presidente Lula não vai brigar com os aposentados, com a Câmara, com o Senado, por causa de R$ 600 milhões. Vale destacar que este dinheiro é investimento da economia brasileira.
E outra coisa importante: ao invés de conceder incentivos às empresas, o governo deveria dar aumentos aos aposentados que trazem mais benefícios à população e à economia.
Na verdade, o impacto fiscal é pequeno se for comparado com os cortes de impostos feitos pelo governo para enfrentar a crise econômica em 2009, que chegaram a 20 bilhões de Reais, e com a especulação financeira.
Por enquanto, o movimento sindical, as entidades ligadas aos aposentados e os trabalhadores em geral têm de manter a mobilização para que o projeto dos 7,71% seja aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Lula, sem o veto ao item que trata do fim do fator previdenciário.
A recomposição do poder compra dos aposentados é uma bandeira de luta do movimento sindical. Não vamos poupar esforços para conseguir este reajuste para quem dedicou boa parte de suas vidas pela construção deste País.
(*) Presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT/SP)
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